quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Como tudo começou


Existem pessoas que praticam musculação há anos e anos e nunca se perguntaram qual foi o principio da mesma, pois bem este mês e após umas férias forçadas do meu Blog devido ao muito trabalho que o mês de Janeiro nos dá, principalmente a colegas que trabalham na área de Ginásios e Health Clubs, lá decidi fazer um novo "Post", e nada melhor do que falar sobre como tudo começou...sentem-se, pois vamos embarcar numa viagem desde os princípios dos tempos até á musculação moderna do hoje em dia.





Se pensarmos na pré-história, era muito importante para o homem ser forte. Ele utilizava a força para caçar, correr, Saltar e fazer todo o tipo de atividades sendo que muitas delas eram de grande exigência física.



Milo de Creto: Bodybuilding na Mitologia!



O homem começou a levantar pesos como forma de adquirir mais força. Por exemplo, algumas paredes de capelas funerárias do Egito mostram desenhos de homens levantando pesos. Em 1896 a.C. existem alguns relatos de jogos de arremesso de peso (pedras).


Já ouviu falar da Lenda de Milo de Creton? Também é uma referência ao treinamento com pesos. Nessa lenda, Milo tinha recebido como prenda do seu pai pelo seu aniversário um pequeno bezerro na condição de todos os dias ter de subir e descer o monte em frente á sua casa com ele ás costas, desejoso de brincar com o seu novo amigo, Milo não exitou e aceitou a prenda do seu pai . À medida que o bezerro crescia, ficava mais pesado e isso gerava cada vez mais sobrecarga para o treinamento de Milo. Até ao ponto que Milo já um jovem Adulto era capaz de carregar um Touro ás costas. Já notou que mesmo sem pensar nisso Milo já naquela altura estava a usar um método de treino usado ainda hoje em dia, a sobrecarga progressiva.



A partir desse ponto da história, temos vários indícios do treinamento de força. Mas existiu um homem que começou a conceituar tudo isso e ficou conhecido como “O Pai do Bodybuilding Moderno”. Aposto que você já ouviu falar nele, Eugen Sandow.


Eugen Sandow, o pai do Mr. Olympia e do Bodybuilding .Eugen Sandow é um nome que deveria ser conhecido não só por todas as pessoas que treinam sério, mas também por qualquer pessoa que se interessa pela educação física.





A vida de Eugen Sandow, o pai do Bodybuilding.




Eugen Sandow (nome artístico. O nome real era Friedrich Mueller) e nasceu em 02 de abril de 1867 na antiga Prússia (hoje Rússia). Sempre foi um garoto forte para a sua idade, o que deixava claro sua genética abençoada. Aos 18 anos (em 1885) ele saiu do país para fugir ao serviço militar.
Quando criança, Sandow morou algum tempo em Itália, onde se tornou um grande admirador das estátuas gregas e romanas. Para ele, aquele era o físico ideal e cresceu com isso em mente. Aos 19 anos ele já começou a se apresentar em pequenos espetáculos, com demonstrações de força.



Incentivado pela ideia de dar a volta ao mundo, ele logo entrou para um circo, onde aprendeu bastante sobre treinamento muscular, força, condicionamento físico, etc. Numa apresentação em Bruxelas o circo veio à falência. Isso deixou Sandow consternado, pois ele queria continuar aprendendo e viajando. Para sua sorte, ele conheceu um professor chamado Attila. Attila viu bastante futuro no jovem Sandow e resolveu ensinar-lhe suas técnicas de treinamento com pesos e leva-lo para suas apresentações.
Sandow estudou milimetricamente as medidas corporais das estátuas gregas e romanas que tanto admirava na infância. Ele foi o primeiro a treinar seus músculos buscando essas proporções. Daí a sua fama de pai do Bodybuilding!


Cedo Sandow notou que já estava superando o seu mestre e resolveu iniciar sua própria jornada. No ano de 1889, com seus 22 anos, ele se separou de Attila e foi para Londres. Já na capital da Inglaterra, soube de dois homens que pagavam 500 libras para quem lhes vencesse num desafio de força. Mas esse desafio não estava à altura de Sandow, que venceu os homens facilmente e ainda ganhou o prémio monetário .

A partir de então, Sandow começou a viajar pela Europa se apresentando e demonstrando a sua força.
Quando isso já não o satisfazia, pois já era reconhecido chegou a altura de partir para os Estados Unidos.
Sandow se tornava cada vez mais famoso por suas apresentações e principalmente pelo seu físico. Seus músculos grandes e definidos chamavam a atenção das pessoas que o assistiam, e particularmente, chamou a atenção de Ziegfeld.



Ziegfeld era um empresário com bastante visão e estava assistindo a uma apresentação de Sandow na Alemanha. Rapidamente ele percebeu como o público admirava Sandow. Com esse "golpe de vista", ele levou Sandow para um festival em Chicago, nos Estados Unidos. Era o show World’s Columbian Exposition, que celebrava a descoberta da América por Colombo. O ano era 1893.







Eugene Sandows





Enquanto Sandow exibia sua força levantando pesos, Ziegfeld percebeu que o mais chamava atenção no show não eram as grandes cargas utilizadas, mas sim os músculos de Sandow.


Sendo assim, ele modificou totalmente o show de Sandow. Ao invés de destacar o levantamento de pesos, Sandow agora passou a posar (isso mesmo, aquelas poses dos campeonatos de Bodybuilding!) e utilizar apenas um calção curto de leopardo. Mas as demonstrações de força continuaram, mesmo que mais simples. Sandow fazia alguns supinos e quebrava correntes enroladas no peitoral. Sandow também aproveitou seu sucesso e fazia apresentações particulares para as mulheres.


Rápidamente ele se cansou dos EUA e resolveu voltar para a Europa.
Na Inglaterra ele conheceu Blanche Brooks, a mulher com quem se casou. Blanche era fotógrafa, o que era um prato cheio para o ego de Sandow. Ela fotografou seu marido em diversas poses. Muitas das fotos que você pode encontrar na internet hoje foram tiradas por ela.


Com o Passar do tempo Sandows se tornou em empresário.
Hoje em dia é muito comum ver pessoas correndo em parques com um profissional (o famoso personal trainer) dedicado ao seu lado. Já se perguntou quando isso começou?

Sandow foi o primeiro personal trainer que se tem notícia! Ele instruiu ninguém menos que o rei Eduardo VII e também o rei George V, ambos do Reino Unido!
Sandow então começou a criar novos aparelhos para a prática dos seus treinamentos e reformular os aparelhos que já existiam. Esses aparelhos eram vendidos para os ginásios daquela época.





Mesmo sendo um fornecedor de maquinaria, ele estava descontente com a forma que os ginásios instruíam o treinamento de seus clientes e decidiu criar seu próprio ginásio. O sucesso foi tanto, que ele abriu várias filiais em diversos países da Europa. Nos seus ginásios, sua metodologia de treino e seus aparelhos eram utilizados.



Sandow também se dedicou a ensinar as pessoas a se alimentar de forma saudável, buscando o físico perfeito. Ele queria revolucionar a forma que as pessoas treinavam e se alimentavam! Só para ter uma ideia da visão que Sandow tinha, ele tentou convencer vários empresários a deixarem seus funcionários fazerem ginástica durante uma parte do dia! Sim, era o início da ginástica laboral!


Em 1898, com 31 anos, ele criou a Sandow Magazine, uma revista com periodicidade mensal que tratava de assuntos relacionados à cultura física. Além dessa revista, Sandow escreveu alguns livros para registrar seus métodos de treinamento. Esses livros podem ser baixados gratuitamente no Internet Archives.


Toda essa vontade de divulgar a cultura física culminou no que é considerado o primeiro campeonato de bodybuilding do mundo, o “Físico mais fabuloso do mundo”!


Sandow idealizou este campeonato criando um regulamento, definindo as formas de avaliação, cuidando da organização do evento e tudo mais.







The Great Competition, O Físico Mais Fabuloso do Mundo.



Então, em 1901 o evento aconteceu. Contou com 156 atletas e foi realizado no Royal Alberte Hall em Londres. Nas finais do campeonato, foram registradas cerca de 15 mil pessoas assistindo! William Murray foi consagrado o campeão e ganhou o troféu de físico mais fabuloso do mundo.


O troféu era nada mais que uma estátua de Sandow segurando uma barra com pesos.

Esse era o troféu, uma estátua de Sandow! Essa estatua ainda é hoje em dia o troféu da competição Mr. Olympia .

Mais um detalhe importante: Os jurados do campeonato foram Charles Lawes, um famoso escultor; e ninguém menos que Sir Arthur Conan Doyle, escritor famoso (uma das suas obras é Sherlock Holmes!). Sandow poderia votar em caso de empate. Esse evento foi a origem do famoso Mr. Olympia, que manteve o troféu em homenagem a Sandow!


A "Fraqueza" e Morte de Sandow



Mas Sandow tinha uma grave problema por mulheres. Qualquer rabo de saia que lhe desse um pouco de atenção era suficiente para o deixar "louco". Isso gerou-lhe diversos problemas conjugais. Ele também chegou a contrair sífilis, uma DST que mesmo hoje possui um tratamento complicado. Naquele tempo chegava a ser fatal.


Em 1925, com 58 anos, Sandow estava andando de carro e acabou caindo num buraco. Esse acidente resultou em sua morte, por hemorragia cerebral.


E assim morreu uma lenda.









sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Raça negra é mais forte ou mais rápida?

Abordagem Biológica






A diferença está na raça??? 
Em função  dos resultados de algumas modalidades desportivas há quem defenda que a musculatura dos negros seja dotada de uma percentagem maior de fibras tipo II. Desportos onde a força física e a velocidade se fazem representar como o boxe e o atletismo são exemplos disso. Os negros dominam a grande maioria das modalidades rápidas, tais como as corridas dos 100, 200, 400 metros, os saltos e algumas provas de fundo como a meia maratona e a maratona com seus 42,195 metros.





A maior discussão na teoria acerca das diferenças raciais no desporto é a questão genética.Especula-se que a bagagem hereditária é responsável por aproximadamente 80% do rendimento de um atleta. Os outros 20% são derivados de processos de treino, nutrição , entre outros aspectos.


Neste sentido, os atletas negros possuem uma vantagem em relação à etnia branca.mas não a nível muscular (cabedal), mas sim a nível das seguintes provas, segundo os grandes pesquisadores da ciência no desporto, existem diferenças na musculatura esquelética dos negros que comprovariam esse considerável potencial em relação às corridas.



Tentando explicar rapidamente e de forma clara, as nossas fibras musculares são divididas em tipo I e II. As fibras do tipo I são as fibras vermelhas (fibras de resistência), ou seja, mais propícias para esforços de longa duração e baixa intensidade, como as provas de fundo e maratonas. Em contra partida, as fibras do tipo II (Brancas, fibras de força) são adequadas para esforços de curta duração e alta intensidade, ideais para provas de 100m e 200m, ideais também para levantamento de peso. Seria por meio da propensão para um dos tipos de fibra, que se determinaria o tipo de prova na qual o atleta obteria seus melhores resultados, o. percentual de fibras do tipo I é o predominante. Essas diferenças podem ser atribuídas não somente a factores genéticos.

Geneticamente falando, se pegarmos dois indivíduos e os submetermos ao mesmo programa de treino aquele possuidor de uma genética mais favorável poderá mostrar um potencial muito maior que poderia chegar a ser  até 10 vezes superior em relação ao atleta que não possui bagagem genética.Mas prevalece a regra: cada corpo é um corpo, ou seja existem sempre excepções.
A nível de hipertrofia muscular já se comprovou cientificamente que não existe grandes diferenças do branco para o negro, tal como explico acima tudo depende da genética com que se nasce e do respectivo grupo morfológico (ectomorfo, endomorfo, mesomorfo) e se realmente temos mais fibras brancas ou vermelhas abaixo deixo um exemplo do Mister olympia de 2010 onde vemos atletas profíssionais do mais alto nível e no top 10 vemos cinco(5) brancos e cinco(5) negros...lá está, tudo é um mito.




Top 10 olympia 2010




- Jay Cutler - Branco

- Phil Heath - Negro

- Branch Warren - Branco

- Dexter Jackson - Negro

- Dennis Wolf - Branco

- Ronny Rockel - Branco

- Kai Greene - Negro

- Victor Martinez - Negro

- Toney Freeman - Negro

10º - Hidetada Yamagishi - Branco (Oriental)



5 brancos e 5 negros.








quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dez dicas para ganhar músculo

Sabendo que é bastante difícil ganhar massa muscular principalmente se o nosso grupo morfológico for Ectomorfo (magro de aparência linear), ficam aqui algumas dicas básicas para o conseguir melhor.




Normalmente o que falha são alguns aspetos importantes que acabam sobrevalorizados pelas pessoas, mas que são bastante importantes, como a alimentação, o treino e até mesmo o descanso correto.



As pessoas do grupo morfológico endomorfo (gordas) também têm alguma dificuldade, sendo que os mesomorfos (grupo morfológico que está entre o gordo e o magro) acabam por ser os que nasceram "geneticamente abençoados", pois têm bastante facilidade em ganhar massa. (Mais informação sobre os grupos morfológicos pesquisar aqui no blog no arquivo em somatótipos).



1- Treinar várias faixas de repetição-



Está certo que para trabalharmos em hipertrofia existem números específicos (6 a 12 repetições) mas é necessário não esquecer que o corpo trabalha por habituação e muito rapidamente se adapta aos diversos estilos a que o propomos, como tal, treinar em várias faixas de repetições vai trazer confusão ao corpo o que se vai tornar num factor positivo.

Trabalhar entre 1 a 20 repetições vai fazer com que sejam solicitadas todos os tipos de fibras musculares que existem o que vai maximizar a capacidade de construção muscular, não esquecendo que ao longo do ano, se estivermos a trabalhar hipertrofia deveremos passar a maior parte do mesmo dentro dos padrões de hipertrofia (6 a 12), mas mudar é benéfico.







2- Mudar as rotinas periodicamente-

 O Nosso corpo como referido acima trabalha por habituação e leva cerca de quatro a seis semanas para se adaptar a um determinado estímulo, exceder este tempo é sinal de que o corpo irá estagnar, logo devemos mudar as nossas rotinas senão os ganhos de massa muscular vão começar a diminuir. para quem já treina à vários anos ainda mais rapidamente o corpo se habitua, logo podemos mudar até antes, quatro semanas por exemplo. Será importante mudar os estímulos, os métodos de treino, exercícios etc.



3- O Overtraining-

Não treine mais do cinco vezes por semana, lembre-se o corpo necessita de descanso, nem treine nesse ritmo mais de dois meses, isso levará ao Overtraining, logo o corpo não irá render o que espera dele, e o volume muscular irá estagnar.



4-Limite o tempo de Treino-

 Não deixe os seus treinos serem superiores a uma hora (01h), os níveis de energia e o próprio foco mental estão no auge até aos quarenta e cinco minutos de treino.

Após os trinta minutos os níveis de testosterona e hormona de crescimento começam a diminuir, e o que acontece é que em vez de produzirmos mais massa muscular vamos estar a desgastá-la.



5-Suba os Pesos-

A sobrecarga progressiva é uma das bases da musculação, logo aumente a carga sempre que possível, siga esta regra e vai ganhar mais massa muscular e também aumentar os níveis de força, não faça "cocegas" ao peso.

Claro que também devemos ter consciência dos nossos limites e ter cuidado na execução dos exercícios, não se esqueça que fazer exercícios executando os mesmos de forma errada também não leva a lado nenhum, a não ser a uma lesão. Conte com um profissional da área para o ajudar. Uma boa maneira de nos motivarmos e vermos se estamos a evoluir, é tomar notas num caderno com as datas, exercícios e os respectivos pesos, faça a comparação de três em três meses ou de seis em seis.



6- Exercícios compostos-

 Estes exercícios continuam a ser os melhores para desenvolvermos a nível muscular, se bem que alguns caíram em desuso nos ginásios pois são propícios a lesão, mas executados de forma segura são um trunfo, mais uma vez peça ajuda a um profissional qualificado.

Levantamento Terra, Agachamento Livre e Supino são alguns dos exemplos.



7-A Dieta-

 Dos 100% que é um plano de treino completo, 70% é o que nós comemos, a nossa alimentação...está tudo dito.

As quantidades certas de nutrimentos (nutrientes) e a divisão calórica acertada vão ajudá-lo a "crescer", os 30% restantes ficam a cargo do treino (método de treino) e respectivo descanso.











8-Comer é o que importa-

 A coisa mais importante...coma comida, todos sabemos que hoje em dia a própria comida já não é tão natural como já foi, e que a suplementação está cada vez melhor e mais segura, mas ainda assim, comida é comida, se for biológica , melhor.
Ignore o Fast food e a comida "Trans" (processada/transformada) e coma como deve ser.



9- Treina acompanhado-

 Encontra um colega de treino, motivação extra não te vai faltar, vão-se ajudar mutuamente e logo retirar mais proveito do treino.



10-Hora da caminha-

 "cresces" enquanto dormes, fator que muita gente desconhece, se não dormires o suficiente não vais desenvolver.
Dormir pouco atrapalha a recuperação muscular, mas atenção que dormir de mais provoca catabolismo (destruição) muscular, entre oito(8) a dez (10h) é bastante bom.


sábado, 13 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

As fibras musculares e a sua interferência no treino.



Os músculos representam em valores médios cerca de 40%  do peso corporal total de um adulto.
Normalmente atletas que treinem desportos de força possuem  um percentual de massa muscular mais elevado, opostamente indivíduos sedentários possuem um menor percentual de massa magra.


Apenas uma única fibra muscular pode  conter  até 80% de microfibras. Cada fibra muscular pode conter dezenas e até centenas de milhares de microfibras. As microfibras são constituídas por miofilamentos de dois tipos: miofilamentos grossos ou de Miosina, que por sua vez é subdividida em meromiosina leve e meromiosina pesada, e os miofilamentos finos de Actina.




As fibras musculares podem ser classificadas por meio da sua propriedade contractil e também pela sua coloração: fibras lentas, fibras vermelhas(fibras de resistência) ou do tipo I (veja quadro 01 e 02) e fibras de contração rápida, branca(fibras de força) ou do tipo II (veja quadro 01 e 02).



Quadro 01 :

Os Vário tipos de Fibras                                   Características




Tipo 1

Vermelhas                                                           Resistência

Tónicas                                                                               

Lentas                                                                                

Slow twitch fibers (ST)                                                                          


                             



                                                        


                                                      Tipo II                                                          

                                                                                                                                                      
                                                                                    
         Brancas                                                          Força e velocidade
                                                                                                                                                                                              


                     Fásicas                                                                                                                                 



                     Rápidas                                                                                                                                   



  Tipo II A                                                rápida oxidativa


 Tipo IIB                                               rápida glicolítica



       Fast twitch fibers (FT)                                                            



Os subtipos de fibras musculares IIA, podem ser classificados como fibras intermediarias; Ästrand; 1980,  Howley & Powers; 2000, , porque possuem características mistas entre as fibras do Tipo I (resistência) e do Tipo II (força).

 O treino de força provoca uma transformação dentro de um determinado subtipo de fibra muscular sendo uma adaptação comum em função do tipo e também da duração do treino. Provavelmente a transformação das fibras musculares dá-se apenas de forma gradual dentro dos subtipos de fibras e não directamente de um tipo para outro. "Uma fibra do Tipo IIb não pode ser directamente convertida em Tipo I , devendo antes ser convertida numa fibra Tipo IIa". Howley & Powers; 2000.




Segundo Pette; 1980, Rayment; 1993, Staron; 1989 in Howley & Powers; 1997; 2000, o treino de força e o treino de endurance acarretam a conversão das fibras rápidas em fibras mais lentas, ou seja quando o músculo é submetido a treino há uma transformação das fibras do Tipo IIb para o Tipo IIa, esta transformação é considerada uma transformação do tipo fibras rápidas para fibras lentas.

O treino de força provoca modificações hipertróficas positivas nas fibras do Tipo I e do Tipo II, sendo que as fibras de características de contração rápida são mais beneficiadas. Fleck & Kraemer; 1988, Tesch; 1988.

As fibras brancas hipertrofiam-se sob a aplicação de treinos de velocidade e de força na presença de estímulos com grande sobrecarga, e reduzido número de repetições. A hipertrofia das fibras lentas, dá-se sob estímulo caracterizado com baixa sobrecarga e um alto volume de repetições.

 Veja quadro 02.




Quadro 02 :

                           Tipos                                         Grau de hipertrofia



    1 a 5 rep : maior síntese de proteína contrátil (fibra IIB)-    nível 3 (bom)


 6 a 12 rep : maior síntese de proteína contrátil + hipertrofia sarcoplasmática (fibras IIA e IIB)- nível 4 (ótimo)


12 a 20 rep : maior hipertrofia sarcoplasmática + síntese de proteína contrátil (fibra IIC)-  nível 2 (regular)


20 rep : hipertrofia sarcoplasmática (fibra Tipo I)-    Nível 1 (baixo)





Abaixo podem ver um exemplo de atletas de vários desportos e as respectivas quantidades de fibras.

 


Quadro 03 :

 Categoria atlética            % de fibras rápidas            % fibras vermelhas






Corredores de maratona-      18                                                   82



Nadadores-                               26                                                   74


Atleta masculino nível médio-    55                                            45





Halterofilistas-                             55                                             45





Corredores de velocidade e Saltadores-   63                             37


Futuramente num próximo post vou explicar como se faz o teste para determinar se somos "fortes" ou "resistentes"
Até lá.

Rodrigo.